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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Respeito às diferenças: tolerando a intolerância

Em abril deste ano, a população mundial estava na casa dos 6,8 bilhões de pessoas. Se essa homérica cifra representasse indivíduos que pensassem todos iguais, que mundinho mais insuportável seria esse para se viver. Cada um de nós tem pensamentos, razões, ideologias, sentimentos variados e distintos. Que bom!


O difícil para muita gente, porém, é conviver com tanta divergência. É ter que tolerar o diferente.

Defendo a ideia de que todas as guerras são frutos de intolerâncias mil. Já mataram por conflitos étnico-raciais; por riquezas que uns detém, outros não; pelo petróleo que o outro tem e aquele gostaria de ter; teve o capitalismo disputando o mundo com o socialismo; e matou-se muito, inclusive, em nome de Deus (essa, para mim, a maior das incoerências) e por séculos a fio: desde a Idade Média até ações terroristas do IRA no século XX.


Convenhamos: nem sempre é tarefa fácil a convivência com pessoas que se mostram tão diferentes de nós. Às vezes, dependendo da divergência, beira mesmo a exaustão. Em português claro e objetivo, torna-se um porre! Entretanto, isso não nos dá o direito ao desrespeito. A bem da verdade e da equidade, nunca é demais lembrar um princípio constitucional assegurado no artigo quinto da CF, em seus incisos IV e IX, segundos os quais, resumidamente, somos livres para pensar, agir e manifestar.

Indubitavelmente, muito poucos conhecem as leis. Mas talvez um número muito menor de pessoas conheça o bom senso e o princípio básico de qualquer convivência: respeitar a opinião e posturas alheias, mesmo que nos possa soar verdadeiras aberrações.

Ouvi um comentário estupefato de um sujeito que se espantou ao ver dois técnicos de times adversários batendo papo num evento que premiava os melhores do futebol. Espantou-me o espanto. Por acaso eles deveriam se atracar? Há também aqueles que acreditam mesmo que adversários políticos são inimigos de morte. Bastava um olhar atento aos bastidores do higt society pra perceber os meandros da arte de fazer política.



Pensemos: visões de mundo diferentes e inimizade não são termos correlatos.

Essa correlação sim, é que deveria nos espantar. Mas claro que não, afinal, aquele que é diferente de mim em natureza, pensamento e opinião deve ser tratado com brutal agressividade: é o que diz e é como age a maioria daqueles, inclusive, que se dizem indignados com a intolerância alheia. Quanta incoerência! Osamas bin Laden tem aos montes por aí. Porém, disfarçados na pele das madres Teresas de Calcutá....






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