Nos últimos dias, Ahmadinejad tem subido o tom no discurso anti-Israel. Que ele viva numa cultura que menospreza a outra, posso até entender. Que em seu país, mulheres sejam condenadas ao apedrejamento, também posso compreender, no entanto, sem aceitar. Que ele também pertença a um país que se negou a tornar-se signatário dos Direitos Humanos, é mais fácil ainda entender, haja vista que por aqui mesmo, em nosso país, tem gente que insiste em dizer que defender direito humano é defender bandido.
O que é difícil aceitar, porém, é a postura radical e alienada de alguém que queira negar a História e os fatos que lhe são inerentes. Santa ignorância!
Eu ainda era estudante da graduação na década de 90 quando foi lançado o filme “A lista de Schindler”. Produção hollywoodiana de Steven Spielberg, foi um sucesso de bilheteria em vários países. O Brasil e o mundo voltavam a pensar sobre o holocausto promovido pelo nazismo e o massacre de cerca de seis milhões de judeus sob o comando hitlerista, que pregava a superioridade da raça ariana e orgulhava-se de ostentar uma postura anti-semita.
Na época do lançamento do longa, adquiri interesse especial pelo tema. Queria entender porque um país, ao que parecia, em grande e maior parte, apoiava as sandices de seu aloprado fuher. Percebi através de intensas pesquisas que não foi o nazismo de Hitler que começou a perseguição à raça judaica. Desde tempos mais remotos, em muita coisa ruim que acontecia pelo mundo, a culpabilidade era atribuída aos judeus. Foram responsabilizados até pela peste negra, uma espécie de peste bubônica que dizimou dois terços da população europeia na Idade Média.
O nazismo, portanto, se aproveitou de um imaginário europeu pré-existente anti-semita. A bem da verdade, o levou aos extremos, promovendo com requintes de barbárie não somente a matança nas câmaras de gás, mas ainda, e antes, utilizando-se das cobaias judaicas em nome de experiências científicas. Rasgavam-se membros dos judeus para ver o funcionamento da máquina humana in loco. Quantas grávidas daquela raça tiveram suas vísceras expostas para visualização genética acerca do processo de gestação. Se é que eram consideradas humanas as suas crias.
Com o discurso de que judeus se equivaliam a ratos, insetos variados, animais perigosos e, por conseguinte, necessária a sua eliminação, Goebbels, o ministro da propaganda do terceiro reich montou a máquina da divulgação anti-semita, ao que parece, conseguindo fazer uma espécie de lavagem cerebral nos adeptos e fieis seguidores de Adolf Hitler.
Parafraseando Nelson Rodrigues, sabemos que “toda unanimidade é burra”. Assim, mesmo naquele contexto, é preciso dizer, não foram todos os alemães que compraram as ideias consolidadas no Mein Kampf, livro escrito por Hitler e hereticamente pronunciado como bíblia nazista. Houve aqueles que discordassem de tamanha ortodoxia. Não obstante, parte das vozes alemãs discordantes ficou silenciada para que também não virasse alvo de repressão e da fúria do comandante supremo da nação. Em muitos regimes autoritários e totalitários, esse silêncio forçado acaba tornando-se comum, por assim dizer.
No caso Ahmadinejad, o que gera indignação não é somente a sua retórica de que o drama judaico seja mito e o conseqüente desrespeito às vítimas do genocídio e seus familiares. A questão mais incômoda é a negação da própria História em si. A continuar assim, daqui a um tempo, vozes também por aqui irão dizer que a ditadura militar não existiu no Brasil e que a prática de tortura é fato inventado pela cabeça doentia dos terroristas que quiseram destruir o Brasil. Afinal, saudosistas do regime militar tem aos montes por aí...


Amigo do Lula
ResponderExcluirTeófiloooo,
ResponderExcluirUma coisa é o Lula ir contra o Irã, tal qual desejam os donos do mundo: EUA.
Outra coisa é manter a imparcialidade, não ir contra o país em si e ganhar a respeitabilidade do mundo.
Saber negociar, não bater de frente é a verdadeira arte das Relações Internacionais.
Bjo.
Imparcialidade?
ResponderExcluirSeria interessante ter aqui o download do Mein Kampf falado, para conferirmos a veracidade dos fatos apresentados. Seria interessante também ver a foto dos mortos em seu todo. Ela está cortada. Haverá 6 milhões de cadáveres ali empilhados? Também ficou uma dúvida: Câmara de gás emagrece?? Gostaria de sugerir também o download dos Deuteronômios do Talmud para vermos detalhes importantes sobre as questões religiosas polêmicas que tem dado tanto furdúncio e controversão a respeito de quem persegue quem. Saudações.
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